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Tratamento precoce só atrapalha, aponta médico do Albert Einstein

edilson
edilson 07/04/2021
Updated 2021/04/07 at 4:50 AM

Em entrevista ao Jornal Meio Norte, o médico pneumologista Alexandre Kawassaki, doutor na área pela Universidade de São Paulo (USP) e que atua em diversos hospitais da capital paulista, como Hospital 9 de Julho, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital AC Camargo e Hospital das Clínicas, faz um alerta ao povo brasileiro: é preciso esquecer o negacionismo e o tratamento precoce para um combate efetivo contra o novo coronavírus.

O médico acredita que o caos na saúde brasileira tende a diminuir em algumas dolorosas semanas, mas que é possível que o país enfrente uma terceira onda em seguida. “Houve e ainda vai haver muitas mortes, muitas delas evitáveis. Deveríamos ter investido em saúde nas épocas mais prósperas, assim como encarado essa doença de frente, sem negacionismo, nos dias atuais. O problema é que, se não tomarmos as devidas medidas com urgência, possivelmente viveremos esse caos novamente em uma terceira onda da doença”, considera o profissional da linha de frente.

Cloroquina, ivermectina, zinco e vitamina D. Esqueça o “kit Covid-19” se quiser salvar a própria vida. “O tão falado ‘tratamento precoce’ tem se mostrado ineficaz nos diversos estudos científicos, tanto para prevenção quanto para doença instalada. A única medicação estudada até agora que mostrou redução tanto dos quadros graves quanto da mortalidade foi a dexametasona, um corticóide, quando utilizado em pacientes dependentes de oxigênio. A medicação com melhor resultado é o corticoide, que deve ser usado sempre após o 7º dia de doença e prescrito pelo médico de confiança”, alerta o pneumologista.

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