Quarentena

Coronavírus e cardiopatas: exercícios devem fazer parte da quarentena

Pacientes de qualquer idade com cardiopatias precisam seguir seus programas de atividades físicas mesmo durante o período de isolamento, quando devem ficar em casa e se prevenir contra o Covid-19. Veja se você faz parte do grupo de risco

Exercícios

Exercícios

Em plena quarentena por causa da Covid-19, causada pelo coronavírus, como podemos seguir com as outras doenças? Esse tema, pouco comentado nas mídias, é de extrema importância. Vou abordar do ponto de vista da cardiologia. Todos os portadores de dispositivos como marca-passo ou desfibrilador, os que fizeram pontes de safena, possuem stents de angioplastia, próteses valvulares e tubos na aorta, entre outros, devem estar muito atentos aos cuidados preventivos, porque fazem parte da população de risco maior diante de uma infecção por coronavírus, independentemente da idade. Os portadores de doenças crônicas, seja hipertensão arterial, diabetes, insuficiência cardíaca, arritmias, miocardiopatias, doenças das válvulas não operadas também fazem parte do grupo de risco para a pandemia, em qualquer idade.

É unânime entre os cardiologistas que seus pacientes façam atividade física regular e mesmo a esportiva. Os pacientes com cardiopatias sabem muito bem ser uma necessidade obrigatória a receita médica de reabilitação cardiovascular, nome dos programas de exercícios físicos para os portadores de cardiopatias. E isto é para qualquer nível de intensidade das doenças, desde hipertensão arterial leve até na pós-angioplastia com stents.

Neste momento da prevenção da pandemia, com orientações bem conhecidas de todos, como usar álcool gel 70% e procurar ficar em casa, não abandone os exercícios físicos de intensidade moderada: em casa, exercite-se quatro vezes por semana, entre 30 e 60 minutos cada uma. Se tiver sintomas de coronavírus ou qualquer outra virose, pare. Repouso é fundamental para a recuperação. Mas os que se curarem da infecção pelo Covid-19 devem voltar gradualmente aos exercícios físicos a que estão acostumados, sem pressa nenhuma.

Em qualquer estágio ou condição da doença, o nosso conceito para se tomar mais cuidados é a recomendação, em qualquer faixa de idade: FIQUE EM CASA. Esse deve ser o dogma obrigatório, sem exceções, e manter as recomendações rigorosas em relação à higiene pessoal, dentro do possível se manter bem alimentado e ter distração, para ajudar manter seu estado emocional o mais próximo do normal.

Nos casos mais graves e complicados da Europa, um dado médico apareceu com importância: a alta porcentagem de fumantes e ex-fumantes com doenças pulmonares crônicas. Eles têm mais dificuldades para chegar a uma rápida recuperação. Mas como fazer com o paciente fumante ou pulmonar crônico? Evitar ser contaminado é a principal tarefa.

Portanto, quem tem uma ou mais comorbidades deve estar muito alerta e não facilitar em nenhum momento, lembrar que deve manter tudo muito bem ventilado onde estiver. Vale dizer para todos que raramente ficarão sequelas pulmonares nos que forem contaminados pelo coronavírus e obtiverem a alta com cura.

Ainda teremos muitas informações sobre esse novo vírus e sua pandemia, por isso seguir rigorosamente o que as nossas autoridades sanitárias nos orientam é fundamental. E, por favor, apagar as dezenas de fakenews que alguns pilantras nos enviam pelas mídias: não há remédio milagroso que cure tudo, ainda mais se falando de uma virose. Sem dúvida, no futuro o caminho será a vacina contra mais essa nova virose, como as que já evitaram inúmeras endemias iguais à que estamos agora. Um exemplo está na atual campanha de vacinação contra a gripe por influenza (H1N1), além das imunizações para outros vírus.


Fonte: redação

Dê sua opinião: