Sexo ao Ar Livre

Suruba no Lago: oito pessoas têm imagem associada a sexo grupal e denunciam.

O Correio conversou com duas vítimas, que procuraram a Polícia Civil para denunciar os casos. Elas tiveram fotos e perfis das redes sociais compartilhadas com o vídeo do sexo grupal

Sexo no Lago

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Ao menos oito moradores do Distrito Federal que tiveram as imagens associadas ao grupo flagrado fazendo sexo grupal em uma lancha no Lago Paranoá procuraram a Polícia Civil para relatar os casos. As pessoas, que não têm nenhum envolvimento com o ato sexual, tiveram fotos e perfis em redes sociais divulgados criminosamente. A corporação apura a motivação e os responsáveis pelos do compartilhamento, além de tentar identificar os verdadeiros participantes da suruba. A reportagem conversou com algumas vítimas, que pediram anonimato.

A primeira vítima é uma mulher, que teve o perfil do Instagram enviado juntamente com a foto de uma das jovens que participou do sexo grupal. Ao Correio, ela relatou que passou a receber solicitações de seguidores, além de mensagens ofensivas e invasivas de homens. Ela registrou a ocorrência na 20ª Delegacia de Polícia (Gama) ainda na quinta-feira (2/7).

“No começo, fiquei sem entender o que ocorreu para ter tantas solicitações de novos seguidores. Depois, pessoas que me conhecem começaram a mandar prints de um grupo, com a minha imagem associada. Fiquei completamente desesperada, porque a situação tomou uma proporção muito grande. Sai do trabalho (ontem) e fui diretamente para a polícia resolver”, afirma. 

Na madrugada desta sexta-feira (3), sete pessoas, três homens e quatro mulheres, procuraram a 19ª Delegacia de Polícia (Setor P Norte — Ceilândia). As vítimas também passaram a ser incomodadas por terem as imagens associadas ao sexo grupal. De acordo com o delegado-adjunto, Sérgio Bautzer, os jovens foram vítimas de vingança. 

“Essas pessoas são vítimas de um crime contra a honra. Ao terem as imagens relacionadas ao 'barco do amor’, as vítimas passaram a ser incomodadas e constrangidas. Sendo que as mulheres são as mais afetadas, até psicologicamente, com toda a situação”, afirma. 

 

O delegado explica como a imagem das sete vítimas foram relacionadas ao caso. “Fizeram uma sobreposição de imagens com as fotos dos status das vítimas. Assim, criaram a história que se tratariam dessas pessoas. A situação tomou uma proporção muito grande, acabando com a vida delas. Por isso, acreditamos que se trate de uma vingança”, esclarece Sérgio Bautzer.

O investigador acrescenta que o “compartilhamento dessas imagens é crime, então, as pessoas que estão divulgando essas fotos podem responder por isso". "Essas vítimas não têm relação com o caso e não conhecem quem são os integrantes do ‘barco do amor’.”  

Ao Correio, uma das vítimas relatou que ele e os amigos realizaram uma confraternização em um barco, no Lago Paranoá, em 1º de julho. Eles publicaram momentos da reunião de modo privado no status do WhatsApp e, desse modo, tiveram as fotos relacionadas com a suruba. 

“Fizeram a junção de imagens da verdadeira embarcação com as fotos que as meninas publicaram no WhatsApp e foram roubadas. Por causa disso, elas estão sofrendo muito, até por parte da família mesmo. É uma situação extremamente constrangedora, pois somos vítimas de uma fake news. Certamente o dia que estivemos no Lago sequer deve ter sido quando ocorreu a suruba com o verdadeiro grupo”, destaca. 

Verdadeiro grupo que fez suruba é investigado

Além das investigações de pessoas que foram vítimas de crimes contra a honra, por terem as imagens associadas à suruba em embarcação no Lago Paranoá, a Polícia Civil também apura e tenta identificar quem são os verdadeiros envolvidos no sexo grupal — que podem responder por ato obsceno

A 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) passará a investigar o caso, que começou a repercutir nas redes sociais nos últimos dias. Um novo vídeo que mostra cenas de sexo explícito poderão auxiliar os agentes a identificar os envolvidos, pois é possível ver o rosto de dois dos homens. 

 

Praticar sexo ao ar livre ou em local público é crime, de acordo com o artigo 233 do Código Penal Brasileiro, cuja pena é detenção de três meses a um ano ou multa. Os envolvidos também praticaram um segundo delito, porque não utilizavam máscara de proteção no espaço público — multa de R$ 2 mil para pessoa física e R$ 4 mil para pessoa jurídica.

 

Além disso, por conta da divulgação da foto de uma das mulheres envolvidas no sexo grupo, e do vídeo que mostra ela praticando o ato sexual, os responsáveis por liberar o material poderão responder por vazamento de nudez

Fonte: CB

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