HACKERS NA MIRA

PCDF mira hackers acusados de invadirem contas bancárias

Segundo investigações, os acusados invadiam as contas, transferiam o dinheiro para contas de laranjas e depois sacavam os valores

Polícia Civil

Polícia Civil

A Polícia Civil (PCDF) realiza nesta quinta-feira (30) a Operação Mob Fools. Trata-se de uma ação contra hackers acusados de invadirem contas bancárias. São cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Taguatinga, Samambaia, Ceilândia, Santa Maria, Sobradinho, Planaltina, São Sebastião, Planaltina de Goiás e Santo Antonio do Descoberto-GO.

As investigações duraram cerca de um ano e meio. Neste período, o grupo criminoso desviou, aproximadamente, R$ 1 milhão.

Como agiam

O grupo invadia as contas, subtraía os valores e transferia para contas de laranjas. Estes laranjas, então, sacavam o dinheiro e ficavam com 10% do montante. Os outros 90% iam para os hackers.

Além de sacar, o grupo costumava fazer transferências para contas de casas de câmbio para obter moedas estrangeiras, usadas para lavar o dinheiro extraído. Os acusados também pagavam boletos de empresas de fachadas, para dar aparência de legalidade ao crime.

Segundo a Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco/PCDF), o grupo era organizado e usava de técnicas sofisticadas. A vítima não precisava autorizar ou clicar em nada para cair no golpe. Geralmente, só se percebia quando o débito indevido já estava feito.

O grupo se dividia da seguinte forma:

  • Laranjas, que emprestavam suas contas para receber a comissão de 10%;
  • Recrutadores, que aliciavam os futuros laranjas e pagavam as comissões;
  • Líderes, que invadiam as contas e gerenciavam todo o esquema.  

A operação Mob Fools é da Coordenação Especial de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal (Cecor), coordenada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), a Divisão de Operações Especiais (DOE), o Departamento de Polícia Especializada (DPE) e o Departamento de Polícia Circunscricional (DPC) auxiliaram na ação. Ao todo, foram empregados cerca de 130 policiais civis.

Fonte: Jornal de Brasília

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